domingo, 17 de abril de 2011

CABOCLO MIRIM: UM DÍGNO LUGAR NA HISTÓRIA




Na formação da identidade de um povo, era precioso o conhecimento oral, passado dos mais velhos aos mais jovens, como forma de não se perder o contato com suas origens e manter os antepassados vivos na memória. Dizem ainda que a História da Humanidade sempre foi escrita pelos conquistadores, pelos vitoriosos. Uma regra que não se aplica em tempos de paz, nem pode ser regra para a formação cultural de todos nós, filhos de Fé da nossa querida Umbanda. Sou apenas um humilde estudioso da religião, mas já aprendi que Umbanda é vida e movimento, é crescimento e evolução, sem dúvida alguma! E na atual fase da nossa religião, é bonito de se ver uma nova geração de filhos trabalhando para elevar a nossa mãe Umbanda a um patamar que sempre mereceu estar. Filhos que olham para frente sem esquecer o passado, lembrando de tudo aquilo que hoje são memórias em nossos corações, mas que continuam mensagens atuais e eternas nas palavras de nossos queridos Guias e Protetores, verdadeiros dirigentes do Movimento Umbandista! Em 1982, ingressei na Tenda Mirim no Rio de Janeiro, dirigida por aquele senhor de fisionomia austera, mas de um carinho enorme pelos seus filhos de Fé. “Seu” Benjamim Figueiredo já era um senhor idoso, mas quanta energia, quanto domínio tinha aquele Caboclo incorporado em um corpo tão frágil! Caboclo Mirim ainda conduzia com vigor todos os trabalhos, nas Giras e nas sessões de caridade! Claro que aos 15, 16 anos de idade, ainda não podia compreender toda a grandeza do trabalho e da obra daquele ser de Luz, que veio plantar tão linda Escola nestas terras de Santa Cruz. Após o desencarne do Sr. Benjamim, comecei a procurar entender o legado de Mestre Mirim, comparando tudo aquilo que sentia em meu coração, com o que meus guias me traziam e com a narrativa daqueles que ao seu lado estiveram. E muito além de paredes de um templo, pude constatar: Que grande obra deixou o Caboclo Mirim! Este manifesto não visa defender que a Escola de Mirim seja melhor do que qualquer outra. Acredito que é na diversidade que reside a riqueza da nossa religião, como as mais variadas flores que compõe um só bel o jardim! Sei que em algum momento, na juventude da nossa religião, os ânimos dos dirigentes estiveram exaltados na defesa de sua s posições e de seus pontos-de-vista. No passado ainda se imaginava uma Umbanda unificada, centralizada tal qual a Federação Espírita Brasileira no Kardecismo. E sei que grandes abismos foram criados dentre os diversos grupos atuantes na nossa religião. Aliás, pouca coisa mudou nesse sentido... Mas mesmo assim, os verdadeiros dirigentes da nossa Umbanda, nossos queridos Caboclos e Pretos-Velhos, foram conseguindo trazer sua mensagem, levantando pouco a pouco o véu da ignorância dos Homens, principalmente para todos aqueles de boa-vontade! Quando se apresentou ao meio umbandista em 1924, é possível que a escola de Caboclo Mirim tenha chocado muita gente. Caboclo Mirim devia mesmo estar muito à frente de seu tempo, já que naqueles dias ainda imperavam rituais muito rústicos tais como matanças de animais, raspagens de cabeça e babalorixás ainda muito afeitos ao Candomblé, e pouco afinados com a verdadeira Umbanda. Mestre Mirim pôs em prática u m ritual mais “limpo”, onde não havia o sincretismo com as imagens católicas, seus médiuns se vestiam de forma sóbria, de uniforme branco e sem aquelas centenas de guias ao pescoço. A hierarquia no terreiro foi dividida em sete graus de iniciação, nas quais o médium ia ascendendo ao ritmo de seu próprio desenvolvimento espiritual: sem camarinha, “obrigações” ou “recolhimentos”. Suas Sessões de Caridade sempre foram muito produtivas, pois todos davam sua contribuição para alcançar o bem-estar e a cura de seu semelhante: do encarnado ao desencarnado, do Caboclo ao Exu, todos participavam simultaneamente do atendimento ao público, com discrição e perfeita harmonia. Os atabaques só soavam nas grandiosas Giras mensais, onde dezenas, talvez centenas de médiuns confraternizavam com a espiritualidade, recebendo as bênçãos de seus Guias, na vibração das Sete Linhas da Umbanda! Penso inclusive que Mestre Mirim preparou o terreno para a corrente espiritual que viria a ser conhecida como “Umbanda Esotérica”. É fato que, já em 1941, no Primeiro Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda, surgiu pela primeira vez a expressão AUM-BANDHÃ, da língua sânsc rita , como sendo a origem do vocábulo UMBANDA. Tal tese foi apresentada pelo Primado de Umbanda, fundado pelo Caboclo Mirim, e é até hoje aceita por diversas correntes umbandistas. Por todo o exposto, pergunto aos meus irmãos umbandistas: Como é possível esquecer uma Escola tão profícua, tão bel a em seus mistérios e na sua simplicidade, como a Escola de Mestre Mirim? Como uma semente que germinou por toda a nossa nação, que foi, e é a raiz que originou dezenas de grupamentos umbandistas pode ser negada? Como um líder, que desde de 1924 dirigiu centenas de irmãos de Fé nas dezenas de casas afiliadas e co-irmãs, em torno de Congressos e Organizações, do porte do Primado de Umbanda, pode ser apagado da História da nossa religião? Não há resposta. Não é possível. Mas está acontecendo, lentamente... Em tempos de globalização e da democratização da informação, não encontro uma só referência ao trabalho realizado por Benjamim Gonçalves Figueiredo e pelo Caboclo Mirim, nos difíceis anos de consolidação e divulgação da Umbanda. Eu desafio: podem procurar nos relatos da História da Umbanda, em livros dos principais autores umbandistas, nas matérias das revistas ou nos sites das diversas organizações de nossa religião. Hoje temos Internet, rádio, revistas e livros que levam às novas gerações o que é e o que esperamos da nossa religião. Na História da Umbanda, todos citam, merecidamente, o respeitado Sr. Zélio Fernandino de Moraes e o grande Caboclo das Sete Encruzilhadas, um dos pilares de nossa fé. Mas como num lapso de tempo, há um salto até meados de 1950, com a divulgação da obra do nobre W.W. da Matta e Silva, como se nada houvess e ocorrido em 50 anos de Umbanda! Seria por que, a exemplo do Sr. Zélio, o Sr. Benjamim não foi um grande autor literário? Mas a obra dos Caboclos das Sete Encruzilhadas e Mirim fala por si! Será que não tem valor aqueles obreiros que não tiveram sucessores à altura, ou um bem elaborado trabalho de divulgação na mídia? Meu objetivo não é competição, nem julgamento do mérito da obra de todos os incansáveis guerreiros da nossa religião. Só peço o digno e merecido espaço a um dos mais importantes baluartes da Umbanda: nosso querido Caboclo Mirim. Será sempre com a lembrança de tão preciosos valores, e com o aprofundamento em nossas raízes que construiremos uma religião livre de aventureiros e aproveitadores. Clamo a todos, que sentiram em suas vidas a luz de Mestre Mirim, que façam valer suas vozes. Sei que muitas Casas tem em suas origens a influência benéfica desse espírito missionário, que ainda hoje auxilia e coordena os rumos da Umbanda. É mister que os formadores de opinião do meio umbandista se aprofundem mais nas pesquisas. Os fatos acima narrados são História, estão aí. Sejamos honestos e acima de tudo, justos. Vamos levar aos mais jovens a verdade, estimulando os livres-pensadores e a fé racional, com isenção e humildade. Como já disse, sou apenas um pequeno aprendiz e pouco posso fazer para levar a público essa questão, mas espero que tenha podido dar minha pequena contribuição à memória de nossa Umbanda! Sarava Umbanda!! Sarava Caboclo Mirim!! Saravá todos meus irmãos de fé!!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Banhos

Acreditamos que todos os seres estão sob a vibração Original de um destes Orixás, como estamos em evolução, encarnamos diversas vezes em todas as vibrações, mas como saber qual é o Orixá que rege nossa atual encarnação ? Debaixo de qual Vibração Original estamos ?

Através do signo

Vibração Original

signos

Orixalá

Leão

Ogum

Áries

Ogum

Escorpião

Oxossi

Touro

Oxossi

Libra

Xangô

Sagitário

Xangô

Peixes

Yorimá

Capricórnio

Yorimá

Aquário

Yori

Gêmeos

Yori

Virgem

Yemanjá

Câncer


  • Que se divide em quatro forças básicas:

Signos do FOGO : Áries , Leão e Sagitário

Signos do AR : Gêmeos, Libra e Aquário

Signos da ÁGUA : Câncer, Escorpião e Peixes

Signos da TERRA : Touro, Virgem e Capricórnio


Fogo e Ar = São considerados signos positivos

Água e Terra = São considerados signos negativos

Ø Isso por questão de polaridade (+ -) , e não por ser bom ou não

Fogo = elemento Radiante

Ar = elemento Expansivo

Água = elemento Fluente

Terra = elemento Coesivo

Os banhos ritualísticos de uma maneira geral são rituais, onde utilizamos determinados elementos da natureza, de maneira ordenada e com conhecimento de causa, com o intuito de troca energética entre o indivíduo e a natureza, a fim de fornecer-lhe equilíbrio energético e mental.

Estes banhos prestam-se para limpar as energias negativas, livrar as pessoas de influências negativas, reequilibrar a pessoa, aumentar a capacidade receptiva do aparelho mediúnico, já que os chacras serão desobstruídos, enfim, tem grande importância na manutenção dos corpos.

Embora o banho utiliza-se de elementos materiais, que serão jogados sobre o corpo físico, a contraparte etérica será depositada sobre os chacras, corpo astral e aura que receberão diretamente o prana ou éter vital, bem como a parte astral dos elementos densos.

Não somente os médiuns ativos na Umbanda devem tomar determinados banhos, mas todos nós, em geral, podemos usá-los.

Temos algumas categorias de banhos :

BANHOS de ELEVAÇÃO OU LITURGICO

ü São utilizados só por médiuns iniciados (pois esse banho movimenta certas energias de ordem psíquica, podendo trazer sérios distúrbios se o médiuns não estiver pronto).
ü Esse banho liga o médium com o seu próprio interior, fazendo-o elevar-se a níveis superiores, com isso cria um forte elo de ligação com seus mentores.
ü Em todos os banhos, onde se usam as ervas, devemos nos preocupar com alguns detalhes :

  • A colheita deve ser feita em fases lunares positivas, devido à abundância de prana.
  • Antes de colhermos as ervas, toquemos levemente a terra, para que descarreguemos nossas mãos de qualquer carga negativa, que é levada para o solo.
  • Não utilizar ferramentas metálicas para colher, dê preferência em usar as próprias mãos, já que o metal faz com que diminua o poder energético das ervas.
  • Normalmente usamos folhas, flores, frutos, pequenos caules, cascas, sementes e raízes para os banhos, embora dificilmente usamos as raízes de uma planta, pois estaríamos matando-a
  • Colocar as ervas colhidas em sacos plásticos, já que são elementos isolantes, pois até chegarmos em casa, estaremos passando por vários ambientes
  • Lavar as ervas em água limpa e corrente
  • Os banhos ritualísticos devem ser feitos com ervas frescas, isto é, não se demorar muito para usá-las, pois o prana contido nelas, vai se dispersando e perde-se o efeito do banho
  • A quantidade de ervas, que irão compor o banho , são 1 ou 3 ou 5 ou 7 ervas

Preparo do Banho :

ü Escolher 3,5,ou 7 ervas solares (p/ esse banho SÓ ERVAS DE ORIXALÁ).
ü Colhendo-as verdes, na lua Nova ou Crescente, na hora planetária (9:00 a 12:00 h). ü Numa vasilha de louça branca ou ágata;
ü Lavar bem as ervas antes;
ü Lavar as mãos e limpar com álcool;
ü Água de mina ou cachoeira (água pura);
ü Luz de lamparina (com azeite de oliva ou amêndoas-doces) fica no centro do pentagrama , em louvor a Orixalá;
ü Tábua ou toalha riscada c/ pemba
ü Triturar as ervas com as mãos, debaixo de uma boa corrente mental, (com os pensamentos, os mais puros possíveis),
ü Côa-se retirando os resto das folhas,
ü Toma primeiro o banho de higienização física,
ü Esse banho PASSA PELA CABEÇA,
ü Ficar de costas para os cardeais OESTE ou LESTE, para absorção de energias;
ü Respirar lenta e profundamente
ü Não se enxugar por 3 minutos
ü Melhor dia é DOMINGO
ü Repetir esse banho sempre que houver necessidade.

BANHOS DE DESCARGAS OU DESIMPREGNAÇÃO

Popularmente conhecido como banhos de Descarrego, mas o correto é banho de descarga ou desimpregnação energética, é o banho mais comum e mais conhecido.

Estes banhos servem para livrar o indivíduo de cargas energéticas negativas. Conforme vivemos, vamos passando por vários ambientes, trocamos impressões com todo o tipo de indivíduo e como estamos num planeta atrasado em evolução espiritual, a predominância do mal e de energias negativas são abundantes. Toda esta egrégora formado por pensamentos, ações, vão criando larvas astrais, miasmas e todo a sorte de vírus espirituais que vão se aderindo ao aura das pessoas. Por mais que nos vigiemos, ora ou outra caímos com o nosso nível vibratório e imediatamente estamos entrando nesta egrégora. Se não nos cuidarmos, vamos adquirindo doenças, distúrbios e podemos até ser obsediados.

Há dois tipos de banhos de descarrego :

1) Banho de Sal Grosso
2) Banho de Descarrego com Ervas

Banho de sal grosso

Este é o banho mais comumente utilizado, devido à sua simplicidade e eficiência. O elemento principal que é o sal grosso é excelente condutor elétrico e "absorve" muito bem os átomos eletricamente carregados de carga negativa, que chamamos de íons. Como, em tudo há a sua contraparte etérica, a função do sal é também tirar energias negativas aderidas no aura de uma pessoa. Então este banho é eficiente neste aspecto, já que a água em união como o sal, "lava" todo o aura, desmagnetizando-o negativamente.

O preparo deste banho é bem simples:

ü
Uma vasilha de louça branca ou ágata
ü 3 "pedrinhas" de sal grosso em água morna ou fria.
ü Este banho é feito do pescoço para baixo, não lavando os dois chacras superiores (coronal e frontal).

O porquê de não poder lavar os chacras superiores, está ligado ao fato de serem estes chacras ligados à coroa da pessoa, tendo que ser muito bem cuidada, já que é o elo de ligação, através da mediunidade, entre a pessoa e o plano astral superior.

ü
Após o banho, manter-se molhado por alguns minutos (3 minutos) e enxugar-se sem esfregar a toalha sobre o corpo, apenas secando o excesso de umidade.
ü Pisar sobre carvão vegetal ou mineral, já que eles absorverão a carga negativa.
ü Este banho é apenas o banho introdutório para outros banhos ritualísticos, isto é, depois do banho de descarrego, faz-se necessário tomar um outro banho ritualístico, já que além das energias negativas, também se descarregou as energias positivas, ficando a pessoa desenergizada, que só é conseguido com outro tipo de banho.
ü Este banho, não deve ser realizado de maneira intensiva (do tipo todos os dias ou uma vez por semana), pois ele realmente tira a energia do aura, deixando-o muito vulnerável.
ü Pode usar a água do mar, no lugar da água e sal grosso.
ü Pode ser feito em qualquer fase da lua

Banho de Descarrego com Ervas

Este banho é mais complexo e menos conhecido do que o de sal grosso. A função deste banho é a mesma que a do sal grosso, só que tem efeito mais duradouro e conseqüências maiores. Quando uma pessoa está ligada a uma obsessão e larvas astrais estão ligadas a ela, faz-se necessário um tratamento mais eficaz.

ü
Escolher 3,5,ou 7 ervas (da Vibração Original)
ü Colhendo-as verdes, na lua Nova ou Crescente, na hora planetária (da Vibração Original)
ü Lavar bem as ervas antes;
ü Numa vasilha de louça branca ou ágata;
ü Água FERVENTE sobre as ervas ;
ü 1 vela sobre o pentagrama , em louvor ao Orixá;
ü Tábua ou toalha riscada c/ pemba
ü Espera esfriar
ü Toma primeiro o banho de higienização física,
ü Esse banho NÃO PASSA PELA CABEÇA,é do pescoço p/ baixo,
ü É NECESSÀRIO DEIXAR AS ERVAS (SEM TRITURAR) PASSAR PELO CORPO.
ü Ficar de frente para o cardeal SUL ;
ü Respirar lenta e profundamente
ü Não se enxugar por 3 minutos
ü Melhor dia é (da Vibração Original) ver tabela
ü Pisar sobre pequenos pedaços de carvão vegetal ou mineral( elemento carbono), já que eles absorverão a carga negativa
ü Após o banho, manter-se molhado por alguns minutos (3 minutos) e enxugar-se sem esfregar a toalha sobre o corpo, apenas secando o excesso de umidade.
ü Após o banho, é importante saber desfazer-se dos restos das ervas + os carvões. Aquilo que ficou sobre o nosso corpo, nós retiramos e juntamos com o que ficou no chão. Colocamos tudo num vidro (por ser isolante) e despachamos aquilo que é biodegradável, em água corrente. (sem o vidro é lógico).

BANHOS DE FIXAÇÃO OU RITUÁLISCO

ü ESTE BANHO É SÓ PARA MÉDIUNS
ü Visa precipitar sem maior abundância fluída etérico-físicos (aumentar, facilitar o contato , a ligação, com seu mentor ),
ü Usa ervas da VIBRAÇÃO ORIGINAL + ERVAS DA VIBRAÇÂO ORIGINAL DA ENTIDADE ATUANTE, na proporção 2:1
ü É preparado da mesma forma do banho de elevação
ü Pode ser com água fervente ou dos sítios vibratórios (cachoeira,rio, mar, mina, etc)
Obs.: SE USAR ÁGUA FERVENTE, RETIRA AS ERVAS E DEPOSITA NUMA MATA, SE USAR ÁGUA DOS SITIOS VIBRATÓRIOS, COA ANTES E UTILIZA SOMENTE O SUMO.

ü
Pode ser fixado num pentagrama ou hexagrama
ü Cardeal LESTE OU OESTE
ü Não passar as ervas pelo corpo,
ü Só do PESCOÇO para BAIXO,
ü É bom utilizá-lo em dia de Adestramento Mediúnico

Este banho é usado para trabalhos ritualísticos e fechados ao público, onde se prestará a trabalhos de magia, iniciação ou consagração. Este banho é realizado apenas por quem é médium e irá realizar um trabalho aprofundado, onde tomará contato mais direto com as entidades elevadas. Este banho "abre" todos os chacras e a percepção mediúnica fica aguçadíssima.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

ü Apesar do que tudo que aqui foi escrito, vale lembrar que o assunto pode ser aprofundado em vários aspectos.

ü A intenção foi apenas demonstrar a importância que os banhos tem sobre todos nós, principalmente para aqueles que são umbandistas e praticam estes rituais. Além de criar nas mentes daqueles que sejam adeptos da Umbanda, a consciência de que não cultuamos uma religião fetichista, mas uma religião que sabe integrar o espírito com a própria natureza e indiretamente com Deus, com os Orixás e todo o plano astral, porque é isto que eles querem de nós, que sejamos libertos das amarras da matéria e nos voltemos a Eles de maneira mais natural possível.

ü Ao colher as ervas para a preparação banho, sempre tenha em mente a necessidade de estar consciente sobre aquilo que está fazendo (Força da Ação Psíquica). Assim, colhas as ervas de modo consciente, pedido a autorização para colher aquela folha, pois "alguém" é responsável por aquela planta.

ü Sempre colha as folhas em números ímpares e em ordem crescente: uma folha da primeira erva a ser colhida, três da segunda, cinco da terceira, e assim por diante. Caso tenha dificuldade em encontrar as ervas afins para os banhos, utilize-se apenas das ervas solares - as relativas a Orixalá.

Importante :

  • Não usar aqueles banhos preparados e vendidos em casas de artigos religiosos, já que normalmente as ervas já estão secas, não se sabe a procedência nem a qualidade das ervas, nem se sabe em que lua foi colhida, além de não ter serventia alguma, é apenas sugestivo o efeito.
  • Alguns banhos são feitos com água fria e as plantas são maceradas com as próprias mãos e só depois, se for o caso, adicionar um pouco de água quente, para suportar a temperatura da água.
  • Banhos feitos com água quente devem ser feitos por meio da abafação e não fervimento da água e ervas, isto é, esquenta-se a água, até quase ferver, apague o fogo, deposite as ervas e abafe com uma tampa, mantenha esta imersão por uns 10 minutos antes de usar. Alguns dizem que a água quente não é eficiente para um banho, mas esquecem que o elemento Fogo, também faz parte dos rituais de Umbanda. A água aquecida “agita” a mistura, liberando o prana das ervas.
  • Acender uma vela e manter-se em oração e concentração, já que se está realizando um ritual.
  • Não se enxugar, esfregando a toalha no corpo, apenas, retire o excesso de umidade, já que o esfregar cria cargas elétricas (estática) que podem anular parte ou todo o banho.
  • Embora todo o corpo será banhado, à parte da frente do corpo é que devemos dar maior atenção, já que estão as “portas” dos chacras, além da parte frontal possuir uma maior polaridade positiva, que tem propriedades elétricas de atrair as energias negativas e que são eliminadas com o banho, recebendo carga positiva e aceleradora.
BANHOS DE ESSÊNCIAS

ü Pode ser usado em QUALQUER FASE LUNAR

ü Qualquer horário

ü DEVEM PASSAR PELA CABEÇA

ü Coloca-se 3 gotas de uma essência ou combinação de 1 gota de 3 essências em 1 litro de água,

ü O vasilhame deve ser um vidro escuro, para não precipitar os fluidos com a passagem total de luz.

ü Agitar para misturar

ü Mentalizar a cor do Orixá (ver tabela acima)

ü Respirar muito suavemente

ü Esperar os 3 minutos p/ enxugar-se

ervas

O elemento vegetal é muito importante para a manutenção e equilíbrio dos seres vivos. Através de processos variados os vegetais retiram o Prana da natureza, seja através do Sol, da Lua, dos planetas, da terra, da água, etc. São portanto, grandes reservas de éter vital e que através dos tempos, o ser humano, descobriu estas propriedades. Usamos os vegetais, desde a alimentação até a magia, sempre transformando a energia vital, através de processos e rituais.

Os vegetais são diretamente influenciados pela natureza. A lua e o sol, são os astros que muito influenciam a absorção do prana e devemos conhecer estas influências. Uma delas, estaremos enfocando, que é a influência lunar sobre os vegetais.

As quatro fases lunares, que tem duração de sete dias cada, faz-se necessário conhecê-las, pois em duas fases existe o que chamamos de quinzena positiva, propícia para a colheita de ervas para rituais diversos na Umbanda (banhos, defumações, etc.) e nas outras duas temos a quinzena negativa, pois a concentração de éter, nas folhas, frutos e flores, é muito baixa.

Lua Minguante

Nesta fase lunar, o prana concentra-se na raiz, vitalizando-a, permitindo que ela extraia os nutrientes necessários do solo. Não é uma fase propícia para a colheita de ervas, pois está na quinzena negativa.

Lua Nova

Esta fase lunar, caracteriza-se pela “ausência” da lua.É a primeira fase da quinzena positiva, pois o éter vital concentra-se na parte superior do vegetal, isto é, nas folhas, frutos, flores e caules superiores. Assim, é uma das fases propícias para a colheita de elementos vegetais.

Lua Crescente

É a fase complementar, ou segunda fase da quinzena positiva. O éter vital, ou corrente prânica, ainda está nas folhas, flores e frutos. Está se dirigindo das extremidades das plantas para o seu centro.

Lua Cheia

É a fase que está na quinzena negativa, não sendo propícia a colheita de ervas, para efeitos ritualísticos, pois o prana ou éter vital, está no caule principal e dirige-se às raízes, para completar o ciclo.

Existe também a questão das ervas solares e as ervas lunares, onde colhemos as solares durante o dia e as lunares durante a noite.

Os vegetais são de maneira geral, condensadores das energias solares e cósmicas. Há ervas que recebem influxos mais diretos de certos planetas ou luminares, sendo, portanto, ervas particulares desses planetas.

Os corpos celestes são a concretização de certas Linhas de Forças de um determinado Orixá, assim, por extensão, temos ervas de determinado Orixá.

Qualidades de Ervas

PLANTAS DA LINHA DE OXALÁ - REGIDAS PELO SOL = Arruda, Arnica da horta, Erva-cidreira, Erva de S. João, Laranja (folhas), Alecrim do mato, Alecrim miúdo, Poejo (folhas), Levante (folhas), Erva de Oxalá, Girassol (folha), Bambu (folhas). Guiné, Boldo (tapete de Oxalá) .

PLANTAS DA LINHA DE YEMANJÁ - REGIDAS PELA LUA = Unhas de vaca, Picão do Mato, Folhas de Lágrimas de Nossa Senhora, Ervas quaresma, Abóbora d'anta, Mastruço, Trevo (folhas), Chapéu de couro, Açucena, Rosa Branca (folhas), Erva de Santa Bárbara, Oriri de Mamãe Oxum. Pariparoba, Manacá, Quitoco, etc.

PLANTAS DA LINHA DE YORI - REGIDAS POR MERCÚRIO = Amoreira (folhas), Anil (folhas), Erva Abre-caminho, Alfazema, Suma-roxa, Quina-roxa (folhas), Capim Pé de Galinha, Salsaparrilha, Arranha-gato, Manjericão, Crisântemo, Morango, Pitanga.

PLANTAS DA LINHA DE XANGÔ - REGIDAS POR JÚPITER= Maria-negra, Limoeiro (folhas), Erva Moura, Aperta-ruã, Erva Lírio, Maria preta, Café (folhas), Mangueira (folhas), Erva de Xangô,Abacateiro, Parreira, etc.

PLANTAS DA LINHA DE OGUM - REGIDAS POR MARTE = Losna, Romã (folhas), Espada de Ogum, Flecha de Ogum, Erva de Coelho, Cinco Folhas, Macaé, Erva de Bicho (Folhas de Jurupitan), Jurubeba (folhas).

PLANTAS DA LINHA DE OXÓSSI - REGIDAS POR VÊNUS = Malva-rosa, Malvaísco, Mil folhas, Sabugueiro, Funcho,Sete Sangrias, Cravo de defunto, Folhas de Aroeira, Azedinho, Fava de quebrante (folhas), Gervão roxo, Grama pernambuco, Grama barbante, ervadoce.

PLANTAS DA LINHA DE YORIMÁ - REGIDAS POR SATURNO = Mal-com-tudo, Guiné-piupiu, Negramina, Tamarindo (folhas), Eucalipto (folhas), Cipó caboclo, Cambará, Erva grossa, Vassoura preta, Vassoura branca. Bananeira.

Horários Planetários

ORIXÁ

HORÁRIO

PLANETA

SIGNOS

OXALÁ

9:00 às 12:00 h

SOL

LEÃO

OGUM

3:00 às 6:00 h

MARTE

ESCORPIÃO - ÁRIES

OXÓSSI

6:00 às 9:00 h

VÊNUS

LIBRA -TOURO

YORI

12:00 às 15:00 h

MERCÚRIO

VIRGEM - GÊMEOS

XANGÔ

15:00 às 18:00 h

JÚPITER

SAGITÁRIO - PEIXES

YEMANJÁ

18:00 às 21:00 h

LUA

CÂNCER

YORIMÁ

21:00 às 00:00h

SATURNO

CAPRICÓRNIO /AQUÁRIO

Ervas e Entidades

Oxalá

Caboclo Urubatão da Guia

Maracujá

Caboclo Ubirajara

Erva- cidreira

Caboclo Ubiratan

Jasmim

Caboclo Aymoré

Louro

Caboclo Guaracy

Girassol

Caboclo Guarany

Hortelã

Caboclo Tupi

Arruda


Yemanjá

Cabocla Yara

Panacéia

Cabocla Estrela do Mar

Pariparoba

Cabocla Oxum

Quitoco

Cabocla Yansã

Folhas de violeta

Cabocla do Mar

Picão-do-mato

Cabocla Indayá

Manacá

Cabocla Nanã Burukum

Arruda fêma


Yori

Tupãnzinho

Manjericão

Ori

Capim-limão

Yariri

Verbena

Doum

Amoreira

Yari

Melão-de-São Caetano

Damião

Morango

Cosme

Crisântemo


Xangô

Cab.Xangô kaô

Limão

Cab Xangô Pedra Branca

Lírio da cachoeira

Cab Xangô 7 Pedreiras

Abacate

Cab Xango 7 Cachoeiras

Erva-tostão

Cab Xangô 7 Montanhas

Alecrim do mato

Cab Xangô Agodô

Fedegoso

Cab. Xangô Pedra Preta

Goiaba


Ogum

Cab. Ogum de Lei

Romã

Cab. Ogum Matinata

Tulipa

Cab. Ogum Yara

Losna

Cab. Ogum Megê

Macaé

Cab. Ogum Beira Mar

Jurubeba

Cab. Ogum Rompe-Mato

Samanbaia

Cab. Ogum de Malé

Cinco Folhas


Oxossi

Cab. Arranca Toco

Erva Doce

Cab. Arruda

Malva-cheirosa

Cab. Pena Branca

Malvaísmo

Cab. Juremá

Erva da jurema

Cab. Cobra Coral

Parreira-do-mato

Cab. Araribóia

Dracena

Cab. Tupynambá

Sabugueiro


Yorimá

Pai Guiné

Eucalipto

Pai Tomé

Alfavaca

Pai Arruda

Vassoura branca

Pai Congo D´Aruanda

Sete-sangrias

Vovó Maria Conga

Tamarindo

Pai Benedito

Trombeta

Pai Joaquim

Guiné-pipiu


ESSÊNCAIS SAGRADAS

As essências são perfumes ou voláteis odoríficos que harmonizam as vibrações do individuo.

Tudo no Universo está em movimento, ou seja, tem uma freqüência vibratória "ondas", portanto o homem também vibra, e DEVE VIBRAR EM HARMONIA com a vibratória do Universo, para isso precisamos de ajuda !!!

As essências odoríficas e incensos, além de estimularem as sensações através do olfato, propiciam algumas coisas interessantes em termos de energias sutis, mas precisamente em relação ao nosso corpo duplo-etérico ou ao nosso aura, envolvendo reforço, proteção, enfim, funcionando também como um bálsamo às nossas necessidades.

Os perfumes, as essências queimadas (incensos, ou no difusor) HARMONIZAM, ESTABILIZAM as vibrações dos seres encarnados, predispondo-os :

ü A vibrações mais elevadas;

ü Renovação do campo mental;

ü Melhores pensamentos;

ü Raciocínio mais claro;

ü Harmonização consigo mesmo.

BANHOS DE ESSÊNCIAS

ü Pode ser usado em QUALQUER FASE LUNAR
ü Qualquer horário
ü DEVEM PASSAR PELA CABEÇA
ü Coloca-se 3 gotas de uma essência ou combinação de 1 gota de 3 essências em 1 litro de água,
ü O vasilhame deve ser um vidro escuro, para não precipitar os fluidos com a passagem total de luz.
ü Agitar para misturar
ü Mentalizar a cor do Orixá (ver tabela acima)
ü Respirar muito suavemente
ü Esperar os 3 minutos p/ enxugar-se

Obs.: as essências podem ser utilizadas de diversas formas :

ü Banhos

ü Lenço umedecido

ü Borrifador individual

ü Em ambientes

ü Difusores

ü Pano úmido no chão e móveis

ü
Algodão umedecido em roupa

Tudo isso ajudará trazer bem estar, harmonia interior e aumento no magnetismo pessoal.


No dia-a-dia, tanto em locais de trabalhos espirituais, materiais ou domésticos, para evitar aproximações indesejadas, coloque três tabletes de cânfora em combuquinha com álcool .

Essências

Orixalá / Leão


Heliotrópio / Sândalo / Flor de laranjeira

Ogum / Áries

Cravo / Aloés / Tuberosa/ Ciclame

Ogum / Escorpião

Aloés / Tuberosa/ Ciclame / Cravo

Oxossi / Touro

Patchulli / Violeta / Orquídea / Narciso

Oxossi / Libra

Jasmim /Violeta / Orquídea / Narciso

Xangô / Sagitário

Sândalo / Mirra / Balsamo /Alecrim

Xangô / Peixes

Verbena / Mirra / Balsamo /Alecrim

Yorimá / Capricórnio

Violeta / Eucalipto / Alfazema

Yorimá / Aquário

Junquilho / Eucalipto / Alfazema / Cidreira

Yori / Gêmeos

Alfazema / Jasmim / Benjoim

Yori / Virgem

Benjoim / Alfazema / Jasmim

Yemanjá / Câncer

Rosa / Verbena / Açucena